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Logística reversa proporciona melhor destino aos alimentos vencidos

Por: JULIA TAVARES DE MORAES

06/04/2017

Os alimentos vencidos, quando não descartados da forma correta trazem prejuízos ao meio ambiente, isso ocorre devido as substâncias que são produzidas durante o processo de decomposição desses alimentos. A prática mais adequada, e que vem crescendo cada vez mais na indústria para dar a correta destinação aos produtos, é a logística reversa.

Uma medida voluntária da Associação Paulista de Supermercados (APAS), chamada "De olho na validade", criada em outubro de 2011 em conjunto com o Procon-SP, determina que o consumidor que encontrar um produto vencido na gôndola que tenha ultrapassado a validade, tem direito de receber gratuitamente igual produto, dentro do prazo de validade. A medida vale para o Estado de São Paulo, mas outros estados também adotaram práticas semelhantes. A logística reversa permite a devolução dos produtos com problemas ou que estão fora do prazo de validade, dessa forma a empresa resguarda sua marca pela preocupação com a saúde do consumidor.

De acordo com a Coordenadora do curso de Biologia, da Universidade de Araraquara (UNIARA), Teresa Muraoka, quando os alimentos são descartados de maneira incorreta, por exemplo colocado em lixo, pode ir para lixões, que são depósitos de lixos sem nenhum preparo, a decomposição desses alimentos forma um líquido de cor escura, o chorume, que pode contaminar lenções freáticos.

Renato Binoto, formado em logística reversa e transporte explica: “A logística reversa se subdivide em duas grandes áreas: canal de pós-venda e canal de pós- consumo. Canal de pós-venda é tudo que envolve o código de defesa do consumidor, caso seja identificado algum lote dentro do que podemos dizer poluído, a pessoa tem o direito de devolver o produto e, de certo modo, a empresa ressarcir no valor, isso cabe dentro das cláusulas do código de defesa do consumidor. O canal de pós- consumo, envolve a política nacional de resíduo, é a lei 12305 que tange o fechamento de ciclo, ou seja, tudo que a empresa gera, tem a obrigação de estar retornando com a destinação adequada. A grande tratativa da lei é que até 2014 não poderia mais ter lixões e sim aterros, onde se destinaria rejeitos, e tudo que é passivo de resíduo deve ser reutilizado, tratado, por exemplo, a matéria orgânica ou vai gerar energia ou adubo e a embalagem desses materiais tem potencial de reciclo e reuso”.

João Pedro Forte, formado em análise ambiental, comenta sobre a importância da logística reversa na área dos alimentos: “A logística reversa trabalha o gerenciamento de resíduos alimentares que seriam descartados de maneira irregular ou com resíduos comuns. Portanto, ela pode ser encarada como investimento, pois evita custos futuros relacionados a saúde pública e recuperação ambiental”.

O médico veterinário da Vigilância sanitária de Araraquara,Gustavo Cavaliere, garante: “ De maneira geral, os estabelecimentos referentes aos serviços de alimentação do município de Araraquara cumprem a legislação sanitária, quando acontece do estabelecimento não cumprir as normas ou for constatada alguma infração sanitária, o estabelecimento é autuado e sofre as consequências administrativas de acordo com a legislação vigente, onde cada caso é avaliado e as penalidades serão de acordo com a infração”. 

Publicada em 11/4/2017 às 9h.



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