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VIII Simpósio sobre Reforma Agrária e Questões Rurais da Uniara abrange questões ligadas ao campo de países da América Latina

Publicado em: 12/06/2018

O “VIII Simpósio sobre Reforma Agrária e Questões Rurais”, promovido pelo Núcleo de Pesquisa e Documentação Rural – NUPEDOR e pelo Programa de Pós-Graduação em Desenvolvimento Territorial e Meio Ambiente – PPG-DTMA da Universidade de Araraquara – Uniara, abrangeu contextos relacionados ao campo de países da América Latina, reforçando seu âmbito internacional, entre os dias 6 e 8 de junho, na unidade I da instituição. O evento contou com mesas-redondas, apresentação de trabalhos e uma roda de conversa.

“Somos um grupo coordenado pela professora Vera Lúcia Silveira Botta Ferrante, que conseguiu organizar um Simpósio internacional em plena crise de abastecimento no país. Ao todo, foram mais de duzentos trabalhos e trezentas inscrições”, comenta a pesquisadora do NUPEDOR e do PPG-DTMA, e uma das organizadoras do evento, Daiane Roncato Cardozo.

Ela menciona que palestrantes nacionais e internacionais, estudantes de graduação e pós-graduação, pesquisadores, governantes, assentados, extensionistas e profissionais de dezessete estados brasileiros “discutiram sobre políticas públicas e também abordaram a questão agrária, a agricultura familiar e a soberania alimentar, o trabalho no campo, a sustentabilidade, a agroecologia, a extensão rural, a cultura, o gênero, a família, a juventude e a educação rural”. “Além disso, contamos com expositores locais de produtos direto do campo”, completa.

Vera afirma que o evento mostrou que não se pode discutir a situação brasileira sem deixar de mencionar a latino-americana. “Temos contextos muito semelhantes, então, transformar o encontro em um balanço das alternativas e dificuldades da América Latina já foi incorporado como uma marca desse Simpósio”, diz.

Para a coordenadora, foi muito interessante “saber que temos problemas comuns, assim como alternativas”. “Além de todas as questões teóricas levantadas, se podemos falar em campesinato e agricultura familiar, esse simpósio mostrou que há resistência, que vem dos movimentos sociais e de populações mais pobres, das comunidades tradicionais, indígenas e quilombolas, que lutam pelo direito à terra. Isso é bastante importante e firmou-se no evento”, ressalta.

Outra questão destacada pela docente é que houve “uma sintonia perfeita entre as mesas-redondas, sendo que, ao final de cada uma, levantavam-se questões que davam continuidade à anterior”. “Trabalhar os movimentos sociais da América Latina e a situação agrária nacional de países como México, Bolívia, Peru, Brasil e Argentina foi muito relevante porque nos colocou diante das perspectivas de resistência e da possibilidade de autonomia”, reflete.

Ao mesmo tempo, segundo Vera, é preciso “trabalhar as políticas públicas e ver que é muito importante que prefeituras tenham vontade de colocar em prática programas municipais ligados a políticas federais, assim como continuar insistindo, mesmo que seja em pequena escala, em um modelo de desenvolvimento alternativo, que vem pelas vias da agroecologia”. “Debatemos, nas mesas, problemas, bloqueios e perspectivas – que não são fáceis e nem imediatas, mas que existem nesse processo histórico”, aponta.

Outro fator que chamou a atenção da professora foi o número de participantes. “Tivemos assentados, feirantes e uma participação muito grande de alunos de graduação. O Simpósio mostrou que o debate e o conhecimento não podem ficar restritos aos escalões superiores dos pesquisadores, mas que precisam ser incorporados à graduação e à pós-graduação. Foi essa troca e solidariedade que, na verdade, unificou um aluno que faz iniciação científica e um que está terminando o doutorado. Acho extremamente importante essa democratização do debate”, opina.

Vera lembra também que, agora, há perspectivas de ampliar as parcerias com a América Latina “e a possibilidade de mostrar que pode-se fazer pesquisa por meio de um grupo que também reúne pessoas de diferentes idades, mas comprometido com o retorno do conhecimento, e com pesquisas que possam trazer resultados e retorno para a sociedade”.

“A maior parte do sucesso do Simpósio, devo a esse grupo do DTMA que, na verdade, coordeno, mas que no qual cada um assumiu sua função com compromisso. Digo sempre que fazer pesquisa é bem possível em uma instituição particular. Nossos mestrados têm posições de ponta nas áreas temáticas nas quais se inserem, e acho que esse evento veio reforçar o papel que a Uniara tem nesse entorno”, comenta.

Um último aspecto citado pela docente “é a possibilidade que nos foi oferecida de selecionar o conteúdo das mesas por meio da editora Expressão Popular, que é bastante utilizada em nossos meios, especialmente nos núcleos que trabalham com as questões rurais”. “Acho que esse aspecto tão prazeroso de vermos o auditório cheio ao longo do Simpósio, com pessoas acompanhando até o fim dos debates, é uma repercussão que vai além do intelectual”, finaliza.

Informações sobre o NUPEDOR e o PPG-DTMA da Uniara podem ser obtidas no endereço www.uniara.com.br ou pelo telefone 0800 55 65 88.

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