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O Dia Mundial do Meio Ambiente: como anda a conscientização sobre sua preservação?

Publicado em: 01/06/2018

Com o Dia Mundial do Meio Ambiente – 5 de junho – se aproximando, como anda a conscientização em relação à sua preservação? Para o professor do curso de Biologia da Universidade de Araraquara – Uniara, Olavo Nardy, ainda há bastante gente desinformada sobre essa importância. “Vemos um discurso pró-meio ambiente, mas na hora da ação, as pessoas não agem da forma que pregam”, aponta.

Há pessoas que jogam lixo na rua e argumentam que estão dando emprego a quem faz limpeza, ou ajudando um andarilho a pegar material reciclável, por exemplo. “Essa desculpa é bem comum, mas no fundo, 50% da poluição dos nossos rios vem da poluição difusa, causada principalmente por esse descarte inadequado. A origem é muito difícil de controlar, pode surgir de dois ou três veículos com motores desregulados, ou pessoas que jogam bituca de cigarro ou papel de bala e, assim, com a chuva, tudo é levado para um rio em algum momento. A poluição difusa é considerada um dos principais vilões para a despoluição de alguns rios”, alerta o docente.

As novas tecnologias podem ser aliadas na preservação do meio ambiente, porém, esses recursos ainda têm barreiras, de acordo com Nardy. “O que temos é um aumento tecnológico para melhorar as características de qualidade de vida – água e ar, por exemplo. Entretanto, entre a pesquisa e a realidade chegar à população, demora-se muito tempo no Brasil, para que isso gere alguma efetividade. É muito ruim, visto que não temos a cultura de preservar, e essa demora pode comprometer alguns lugares muito bonitos que ainda temos”, comenta.

O docente lembra que “o meio ambiente presta diversos ‘serviços’ para nós”. “Sem um bom solo, não há produção de alimento ou de madeira de boa qualidade. Seria preciso investir mais dinheiro. Se acabarmos com as áreas de mata, poderemos perder animais úteis, como abelhas e outros insetos polinizadores, por exemplo. Precisamos dar mais valor a esses ‘serviços’ do ecossistema. É um valor agregado do que a natureza nos traz. Até mesmo a contemplação, como sentar-se diante de uma cachoeira: tudo isso, se não tomarmos cuidado, perderemos. A poluição difusa e os desmatamentos podem causar grandes impactos econômicos e sociais”, ressalta.

O melhor, de acordo com Nardy, “seria conseguir conscientizar individualmente, de modo que a pessoa percebesse essa necessidade de mudar a forma como se relaciona com o ambiente”. “Precisamos usar os conhecimentos que temos para mantê-lo como é. Para que mudar para uma situação pior? É preciso mudar a cultura das pessoas e, com um adulto, é muito difícil trabalharmos essas questões. Temos que fazer algo com as crianças, para transferirem isso aos pais. É a minha luta enquanto professor e estudante do meio ambiente”, diz.

Dessa forma, para o professor, o Dia Mundial do Meio Ambiente é “sempre é um motivo para comemorarmos porque é um ponto de conscientização”. “Se a cada dia comemorativo de algo relacionado ao meio ambiente – Dia da Árvore, da Água, do Biólogo etc – conseguirmos mudar um pouquinho a consciência de cada pessoa, já valeu a pena. Se ela começar a prestar a atenção e não jogar fora o papel de bala ou guardar a bituca para ser descartada em local adequado posteriormente, estamos fazendo a nossa parte. Tentamos fazer um mundo melhor e pessoas melhores para nosso mundo”, finaliza.

Informações sobre o curso de Biologia da Universidade de Araraquara – Uniara podem ser obtidas no endereço www.uniara.com.br ou pelo telefone 0800 55 65 88.

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