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Número de inadimplentes cresce devido à falta do hábito de consumo consciente

Por: IGOR EMIDIO DA HORA SILVA

07/11/2017

Apenas três em cada dez brasileiros são consumidores conscientes, segundo o Serviço de Proteção ao Crédito (SPC Brasil) e a Confederação Nacional de Dirigentes Lojistas (CNDL) reponsáveis por uma pesquisa realizada no final de 2016. Em uma escala de 1 a 10, consumidores entrevistados atribuem média de 8,9 para a importância do tema "consumo consciente", mas apenas três em cada dez consultados (32%) podem ser considerados, de fato, conscientes, num aumento de 10,2 pontos percentuais em relação a 2015, quando esse percentual era de 21,8%.

Em relação ao número de inadimplentes, um levantamento realizado no primeiro trimestre de 2017, também pelo SPC Brasil, mostra que há no país hoje 59,4 milhões de pessoas com o CPF negativado por inadimplência,após 90 dias de atraso.Em janeiro, eram 58,3 milhões de inadimplentes. A dívida média em atraso é de R$ 2.980, mas 43% não sabem ao certo o quanto devem.

Em dezembro de 2015, a  padeira M.S., 49, de Araraquara (SP), acumulou uma dívida de R$ 7 mil reais em sua padaria, e se viu obrigada a fechar o negócio, que  lhe rendia R$ 2 mil reais ao mês: “Minha padaria já não vinha rendendo muito, e quando chegou dezembro, eu pensei que tudo melhoraria, mas foi de mal a pior. Com isso, resolvi fechar a padaria, já que ela não ia render, só ia dar mais dívida. Fui ao banco para negociar o débito no mês seguinte, mas acabei ficando com a dívida até hoje, pois só arrumei emprego em setembro de 2016”, relata.

O maior problema de um nome é a falta de confiança dos lojistas para venderem algo para pagamento a prazo, como comenta a auxiliar de escritório de contabilidade, Ellen Afonso. “Embora as empresas têm se deparado com vários consumidores inadimplentes, não podemos descartar que eles podem ser nossos possíveis clientes, ao adquirir ou utilizar os nossos serviços. Mas a regra é clara, se tem o nome sujo, não se faz uma venda em longo prazo, pois a falta de confiança existe diante da inadimplência. A estratégia está de acordo com a venda à vista ou no cartão de crédito, o risco é menor e a venda é certa”.

Quando o consumidor está inadimplente e o credor o inscreve em algum cadastro de restrição ao crédito, como SPC ou Serasa, basta pagar a dívida para que o nome seja excluído, obrigatoriamente, do cadastro em cinco dias.Todas as empresas buscam o contato com o cliente, para que ele tenha ideia do valor da divida, e também para que possam fazer um acordo para que esta seja quitada.

“A primeira estratégia é ter um controle permanente dos clientes, identificando o total da dívida. Entrar em contato informando o cliente sobre a dívida e o valor total, identificar o motivo do atraso e informar que a empresa está disponibilizando uma possível negociação. Caso o cliente não tenha condições de quitar a dívida de uma só vez, deve-se negociar de uma forma que seja confortável para o cliente e para a empresa, seguindo sempre as orientações do Código de Defesa do Consumidor (CDC), em relação às cobranças. E sempre mostrando para o cliente que, apesar da situação em que ele se encontra, ainda tem uma credibilidade diante da empresa”, comenta Ellen.

É importante salientar que o devedor sempre procure as empresas para negociação das dívidas, mesmo que no momento ele não tenha condições de quitá-las.É importante dar um feedback da situação financeira à empresa, para que, com o tempo, o crédito possa ser restabelecido.

Publicada em 07/11/2017 às 21h31.

 

 



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