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Estudantes do Ensino Médio preparam-se para a realização do ENEM

Por: JULIANA MARÇOLA ANGELO

31/10/2017

Nos próximos dias 5 e 12 de novembro, acontece em todo Brasil, o Exame Nacional do Ensino Médio (ENEM). Pela primeira vez as provas serão feitas em dois domingos e a decisão de alterar os dias foi tomada após a realização de uma consulta pública no começo deste ano. Além das datas, outras mudanças também foram aplicadas como, por exemplo, a divisão entre as áreas de “humanas” e “exatas”, no primeiro e no segundo dia, respectivamente.

Para o professor de História e Sociologia, Iury Angelotto Pires, de Araraquara (SP), apesar da distância “dar fôlego” aos estudantes, dois pontos importantes devem ser levados em consideração. “Para aqueles que precisam viajar para realizar a prova em outra cidade, esta separação é um enorme transtorno, pois há casos em que a distância é longa, o que torna maior as chances de atraso ou o gasto com hospedagem. Além disso, qualquer incidente que impeça a aplicação da prova torna difícil transferi-la para outra data sem prejuízo para os vestibulandos. As provas separadas do ENEM acrescentaram mais uma data ao calendário de provas convencional e deixaram o mês de novembro ainda mais pesado para os estudantes”, comenta.

Segundo dados do Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais (INEP), a edição de 2017 do exame terá, aproximadamente, 7,6 milhões de participantes. Entre esses estudantes está Lívia Marques Figueira, do 1º ano do Ensino Médio, que irá prestar o ENEM pela primeira vez.

A estudante conta que ainda têm dúvida sobre qual curso seguir, mas que têm interesse em algo relacionado a área de ciências humanas. Por ser a primeira vez que irá realizar a prova, Lívia diz que não se preocupa muito com os resultados, mas sim com o ritmo de um vestibular. “Estou indo para me familiarizar com o processo e com o modo que o ENEM funciona, sem me preocupar muito com os resultados, até porque eu ainda não tenho todo o conhecimento que o teste exige. Também estou indo para realizar a redação, que é uma parte da prova que tenho treinado bastante”.

Se por um lado há quem ainda não se preocupa tanto com os resultados e possui um ritmo de estudos mais “leve”, por outro há quem esteja se dedicando ao máximo para atingir seu objetivo. É o caso da estudante Juliana dos Santos Vitalli, de 19 anos, que irá prestar o ENEM pela quinta vez.

Juliana pretende ingressar no curso de Medicina e, para conquistar sua vaga, a estudante conta que organizar uma rotina de estudos é essencial. “Acredito que uma boa preparação é embasada em muito planejamento. Diante disso, organizar uma rotina de estudos é fundamental. Procuro sempre estudar a matéria que foi dada no dia, para fixar o conteúdo com precisão, e me concentrar nas redações e nas matérias que tenho mais dificuldade nos finais de semana”. 

Mas nem só de estudos deve-se viver um vestibulando. Para Juliana, “valorizar o tempo livre com atividades físicas é imprescindível para encontrarmos um equilíbrio emocional e físico, uma vez que os vestibulares requerem, além de conteúdo, resistência”.

Temas e assuntos que merecem atenção

A expectativa sob os temas que podem ser abordados, tanto nas questões, quanto na redação, só aumenta. O professor Pires comenta que “de um modo geral a prova de ciências humanas e suas tecnologias explora questões sobre a construção e o exercício da cidadania. Movimentos sociais, portanto, devem aparecer. Desde movimentos historicamente consolidados, como o movimento operário, até movimentos mais contemporâneos envolvendo questões de gênero e sexualidade, questões relacionadas aos direitos humanos e ao meio ambiente”. 

Sobre a matéria de História, especificamente, Pires chama a atenção para dois fatos importantes. “Este ano temos dois eventos históricos que completam 100 anos: a Revolução Russa e a 1ª Greve Geral do Brasil. Como disse antes, a prova do ENEM dá muita importância para movimentos sociais. Outro evento que talvez tenha relevância é o Impeachment da presidente Dilma. Neste caso, seria interessante comparar ao Impeachment do presidente Collor em 1992”, explica.

Já na temida redação, a professora de Língua Portuguesa, Julia Maria Gorla comenta que o ENEM sempre aborda temas sociais para que o aluno possa redigir propostas de intervenção. “Desse modo, algumas apostas seriam: mobilidade urbana; intolerância à população LGBT (homofobia); analfabetismo funcional; inclusão digital; bullying; desafios da saúde pública no país; liberdade de expressão e mídia; novos modelos de família. Resumindo isso, acredito que possa ser abordado algo na linha de inclusão, preconceitos e mudanças nas estruturas sociais”, finaliza.

Publicada em 31/10/2017 às 21h21.



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