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Adolescentes investem em cursos para se destacar no mercado

Por: BRENDA SILVA SOARES BENTO

20/06/2017

Os adolescentes e jovens, não somente em Araraquara (SP), mas em todo o país, estão investindo em cursos de idiomas, profissionalizantes e, até mesmo, técnicos com o objetivo de se destacar no mercado de trabalho, por acreditarem que estarão mais capacitados. 

Essa procura dos jovens cresceu, principalmente, por conta da crise econômica, onde as empresas reduziram drasticamente seu quadro de funcionários e, por este motivo, a concorrência torna-se cada vez mais acirrada e é preciso investir na capacitação para se destacar em uma oportunidade de emprego.

Segundo dados do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), publicados no site de notícias do IG (www.ig.com.br), a taxa de desempregados atingiu 13,2%  em fevereiro de 2017, ou seja, o Brasil tem 13,5 milhões de pessoas desempregadas.

No mesmo site, foi publicada uma matéria falando sobre o resultado da pesquisa realizada em 2016 pelo Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (IPEA), que apontou que jovens entre 14 e 24 anos são os mais afetados pelo desemprego. E essa situação pode ser explicada pela exigência das empresas por funcionários mais capacitados e de experiências, coisas que até então a maioria dos jovens não se preocupavam muito em ter.

Para a coordenadora pedagógica de uma escola de idiomas localizada na Vila Sedenho, em Araraquara, Talita Leite, é notável a busca de cursos de idiomas por parte dos adolescentes devido a preocupação com a concorrência do mercado de trabalho. 

Contrariando essa versão, a professora de uma escola de idiomas localizada na região central da cidade, Mércia Cristina Passos, enfatiza que a preocupação relacionada à concorrência do mercado de trabalho ainda é iniciativa dos pais e não dos adolescentes. 

A estudante de Ciências Sociais, Mayara De Lima, de 20 anos, acredita que boa parte das empresas cobram um segundo idioma dos candidatos e aponta que a maioria dos textos acadêmicos são disponibilizados aos alunos em inglês, pois, geralmente, são traduzidos para o português apenas em um segundo momento. 

Além disso, Mayara destaca que o curso de inglês não torna ninguém fluente, ou seja, não é suficiente, sendo necessário que o aluno pratique diariamente o idioma e a maioria das escolas  não possibilitam que isso ocorra, portanto, o ideal para fluência em outra língua seria o intercâmbio. 

Segundo a estudante de Jornalismo, Carolina Faria, de 19 anos, vários amigos já perderam vagas de emprego por não terem outra língua de domínio. Carolina afirma que saber inglês já não é tão suficiente e acredita que o espanhol e cursos voltados para os programas de computador como o Office, por exemplo, também sejam exigências para sua profissão e dos empregadores. 

Publicada em 20/06/2017 às 20h52.

 



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